Sala do Recibo
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Era um dos poucos espaços de contacto com o exterior, situado junto à portaria do carro, e destinava-se ao armazenamento dos produtos agrícolas provenientes dos foros e pensões sobre as terras do mosteiro sujeitas a arrendamentos. Recebia-os o padre recebedor que arrecadará o mais cedo que puder, porque depois que o lavrador tem o pão em casa é lhe ruim de tirar da mão. Celeiro do mosteiro, com tulha, caixão, medidas, pás, rodos e crivos, era um centro administrativo importante. Em 1750 aqui se encontravam dois cartórios um do Mosteiro, outro da Congregação e no armário de parede os livros referentes à administração.
Construída em finais do século XVII, foi alvo de obras nos inícios do século XIX, quando se fizeram de novo as tulhas, se puseram as linhas de ferro nas paredes e se atijolou o chão.
No âmbito das obras de recuperação, atribuíram-se-lhe novos usos: receção do monumento, no espaço onde antigamente eram depositadas as galinhas e o vinho, e sala de exposições temporárias no salão do celeiro. A memória do uso monástico perdura nas tulhas, no chão de tijolo, no armário, nas réplicas dos livros e no mobiliário.


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