Sacristia
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Num ritual relacionado com o batistério e a pia de água benta, os sacerdotes purificavam as mãos antes das funções sagradas. Era essa a principal finalidade do "lavabo" de granito de finais do século XVII que se ergue do lado esquerdo da porta da Sacristia. Espaço que, tal como hoje, funcionava como apoio às funções litúrgicas que ocorriam na Igreja e para as quais era fundamental a existência do mobiliário de sacristia, aqui magnificamente representado pelos grandes arcazes de castanho, de tremidos e vazados em latão dourado, os guarda-roupas e escriptórios e a credência.
Construída no triénio de 1680-1683, é uma sala ampla e proporcionada com teto em abóbada de berço, de caixotões em granito pintado, chão de pedra de Montes Claros, mármores brancos e vermelhos e lousa de Valongo, sendo iluminada por três grandes janelões. Apesar da sua decoração ter sido profundamente remodelada na segunda metade do século XVIII, época de que são os retábulos, com o Crucifixo e a Imagem de S. João Evangelista, os caixilhos, as sanefas, criação rococó de André Soares e Frei José de Santo António Vilaça, e as pinturas dos quatro evangelistas, executadas em 1763, pelo pintor italiano Pasquale Parente, mantém do programa inicial, para além do mobiliário, o maior conjunto da escultura portuguesa constituído por 12 figuras em barro policromado, da autoria de Frei Cipriano da Cruz, reproduzindo quatro reis santos beneditinos, as sete virtudes e uma alegoria à Igreja.


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