Hospedaria
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O acolhimento dos hóspedes e dos peregrinos mereceu de S. Bento um tratamento especial na sua Regra. Receber os hóspedes era um ato de fé, por isso os beneditinos, ao longo dos tempos, sempre levaram muito a peito o acolhimento e receção dos seus hóspedes, entregando-os ao cuidado do Monge Hospedeiro que nunca devia perguntar-lhes novas do mundo, mas sim tratá-los com palavras santas e devotas. O hóspede devia obediência ao Abade, tinha de respeitar a regra do silêncio, de assistir ao ofício da Terça e das Completas, e não comunicar com a comunidade. Comia no Hospício, local distinto do Refeitório conventual, e era-lhe exigido um pagamento pela estadia, se ficasse por um período superior a três dias.
Esta hospedaria, construída em finais do século XVII, com teto e soalho iguais aos da ala norte, tinha 16 celas para os hóspedes, a casa da rouparia, a casa da roupa das hospedarias e as secretas. As celas eram pequenas e tinham como mobiliário uma cama, algumas cadeiras e uma mesa de castanho com uma ou duas gavetas e eram alumiadas por velas em castiçais de latão. A rouparia constava de lençóis, travesseiros e travesseirinhas de linho, cobertores de papa, mantas brancas, colchas de chita, de algodão, de felpo e de damasco, toalhetes e toalhas das mãos.

 

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